domingo, 26 de agosto de 2012

Roda Viva


Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

Chico Buarque

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bem, acabar... Não acabou.


A palavra secou
O pranto brotou
E pronde foi meu amor
Não vou

O humor acabou
Nem o álcool encontrou
Porque a quilo que brotou
Secou

O tempo também já passou
O vento que tinha ventou
E o que eu tinha levou
Voou

Mas meu “Eu” não me abandonou
Seguir sorrindo eu vou
Eu que sou só autor
Atuar também vou
No amor.

A palavra secou
O samba se levantou
É, o pranto brotou
Mas onde eu puis amor
Brotou

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Terça-feira, ainda ontem.

Os demônios deitaram-se cedo essa noite
Pra se ouvir no silencio o som da foice
Ceifando de pouco a pouco todo o corpo
E o derramando sobre até o topo do copo

A noite vem os tempos vão
Alguns por fins, outros envão
Sempre de meio dia a meia noite
As vontades paradas;Oportunidade foi-se

Comum como dois, três, todos em um
Mas hora! Chega de ceifar por agora
Vamos falar de algo vermelho, vivo
Vamos falar da amora, do que consigo

Por que no que não sou capaz
Eu já me faço até capataz
Que mesmo escapando num zas-traz
Me busco, me venho e levo pra traz

E só pra insistir;E a esperança?
Arranco a chupeta da criança
E no meu constante e amigo caminhar
Nesse passo rápido...
Me venho logo, por vezes ceifar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Fecha teus ouvidos
Abre o coração
Fecha teus olhos
Abre a tua mão
Confiante toca

O meu corpo que te invoca
Nessa falta tua que sufoca
Todos os sentidos de mim
Esgota todo tempo,
E fim.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A Rosa


Quadro:
Bailarina - Vladimir Kush





A brisa de maresia, águas do mar

A fração dos segundos um pensar
A casa como seu recipiente é lar
As luzes e os ventos de todas as manhãs
As flores, as folhas, os frutos e as maçãs
Qualquer alma seja ela doente ou sã
Toda roupa mais bem posta seja seda ou lã
Tudo é melhor,mais nobre se encosta
Se tem contato pelo menos ao vento,brisa que posa
No perfume, na imagem, no toque que seja da Rosa


quinta-feira, 31 de maio de 2012

MEUS OITO ANOS


Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Frases Da Lua - Prototipo



É beleza que se enalta
Em mais uma noite alta
Com produto de boa safra
Em busca da arisca  calma
As estrelas se mostram nuas
Como diz na canção: Nas ruas
Resta-me então -Suficiente- a Lua
É tua, é musa de diários, sem dono,
E é dona de me arrancar até sono
Charme astronômico, incerteza crua

Essa senhora não se entrega a mim
Depois de alguns largos, goles e tragos
É dama, que não se entrega também
Fito a lua e faço mais alguns traços
Alguns mais, dos rabiscos escritos
É tentativa em frustro de ir além
Descritos de sentimentos doridos
Sentidos não por mim -por outrem-
Sentimentos vivos, e mal vividos
Sem limites e sem linhas também

Resta ainda vista uma angustia rítmica
Já da imensidão que os olhos não vêem
Não vejo além; Só, inda vestida e tímida
Descrita nos livros que os homens lêem
Num vestido todo de nuvens ainda nítida
Uma senhora que não se deixa inda intimidar
Que faz do sonhador apaixonado uma vitima
Das próprias fitadas do alterado biológico olhar
Inda a se inspirar... Invejar
O teu brilho dependente

domingo, 20 de maio de 2012

Pecaminosa Persoasão.


Pessoal passeando perdido por pensões pântanos pastos.
Pelos pacos, por papel podre perecível produtor. Produto? Pobre, plebe!
Palácios, pomposas poses pertinentes, pêssegos prostitutas pouca poesia.
Paro posto plenamente, preocupado permaneço perplexo.
Pensantes pendurados pelas pernas por postes presos, pendentes.
Pastores perversos, poderes paralíticos parecendo padecer psiques.
Porções poucas pela paz, potente ponto pró, próximo, puro, presente.
Profundos problemas, povoando paradoxos para piorar percepções.
Portões, portais, países, povos perdidos pelos pontos perceptíveis, plurais.
Pequena posturinha puta, pequinês pegou pelas patas porcos perambulantes.
Punhados puseram-se passivos, perante pesar, podridão plena.
Pessoas presas pelas próprias posturas, pecadoras, pequenas.
Povinho puto.

Minha musa pude ver. Minha fria, máquina de escrever.


Sou quase tudo e nada em mim
Eu sou um simples homem
Muitos também são assim
São muito, pouco e além
Tenho paixões também;
Mulheres,bebida,notas de cem
Surpresas sim, faltam a mim
Mas o inesperado surge assim
Despreparado, desmontado, enfim:

Tive uma charmosa surpresa
Na manhã de poucas certezas
Conectado automaticamente
Uma rede leitora de mentes
A um mundo em potencial
De introversão, do Irreal
Exílio do físico, do digital
Lar totalmente fechado
Bem ou mal... Amado

Fui buscar uma mulher
Que em minha mente
Quase que inconsciente
Essa senhora mal sabia
Que eu já á via como amiga
Na minha frágil fantasia
Uma amante em demasia.
Mas uma amante de quem?
Amante já de outrem.

Milhares quem sabe
Homens dos quais faz-se
Tão ou mais frágil que eu
Inábil quem sabe, como eu
Escritores, mentores,leitores,
Criadores, autores, atores
Desses e de outrem
Seres que viam além.
Monstros e anjos também.

Dos que os olhos e a alma
Sentem e vêem de forma ágil
Tudo que os torneia, nada que interna
O todo e o praticamente nada: Homem inábil.
Que frágil vai tocá-la não como nunca se tocou
Nem tanto ou menos do que aquele que á amou
Mas lhe faço juras sendo essa vil criatura que sou
De pensar ante a ti, tudo aquilo que já se pensou
Viver um amor indiferente, desses que já ouviu

Viver uma amor vil...Desses que já se viu.

Passaros e Concreto


Se vê tua neutra liberdade
E também suave vivacidade
Tua inexpressiva felicidade
É felicidade sem expressão
É dançar no ar que é som
Vida em viver que é tom

Do que penso também ser angustia
Na felicidade á qual antes me refiria
E o que quase não mais se sente
É algo que já falta na gente
Esse teu canto extridente
De dor e de felicidade

Entre muros sobrevivente
Vivente que sutilmente
É insistente na cidade

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nos olhos... A mão de Deus


Dês de os primórdios
Dês de outros tempos
Dês de amores e ódios
Deus é encarregado dos ventos

Pelos homens que se isentam
Da compreensão do natural
De pensar e libertar,abrir mão
Que chover não é bem nem mau

Culpa? Não é culpa dos seus
Mas não importa, mesmo assim
Não vindo da mão de Deus
Fazem preces aos céus,
 em momentos afins

O que se aplica nos tempos modernos
Á homens encontrados,  perdidos
Homens eternos, homens de terno
Que dentro da óca com cabeça oca
Ás varias moscas abre a boca


Por onde ensina seus filhos, os mirim
Que mesmo existindo lógica
A fé é só isso, é simples assim
Verdade é ilusão, só questão de ótica
A ignorância é dom, de uma vida ótima

Ensinam a esses seus filhos
Sobre o sol,chuva;Mão de Deus
Até aos índios do exílio, e seus inimigos
Que quando o céu em nuvens fechar
Não se deve pensar,achar...
E sim, somente clamar...

A um criando de qualquer lugar
Que os ventos mudem que sopre o ar
E que a seca venha, a nos abençoar

domingo, 6 de maio de 2012

O Caderno

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Sofrer também nas provas bimestrais
Junto a você
Serei sempre seu confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer

Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer

sábado, 14 de abril de 2012

Descrucificar

Não há foto, estátua, gravura
- ou qualquer representação -
De Darwin nas paredes ou nos altares de uma igreja.
Nem de Mendel, Mendeleiev, Lavoisier.
Tampouco de Newton, Celsius, Paracelsus, Pasteur, Pascal.
Nenhum Albert, seja o Einstein, seja o Sabin.
Nem Fleming, Flamel ou Faraday.

Por pura coerência,
Até por justa simetria,
Cristo não tem nada o que fazer
Pelas paredes e corredores de uma escola,
Pendurado, de tanga, e sangrando,
Exalando culpa, vingança e castração :
Crucificado em corpo,
Crucificando mentes e voos.



Texto da autoria de Azarão.
Retirado de; A Marreta do Azarão.

Meu Mar - Meu Mundo

Já desdobrei oceanos
viajante durante anos
por estes e outros âmagos
repleto de irmãos e hermanos
Uns mais, outros menos humanos

Em vários ares e sentimentos mil
Tracei em meu caminho rota vil
Rotas em mares, incitadas ao cio
Sou ser, que em um dia claro sorriu
Incitando no silencio a doce canção
Em meu caminho o fel de um vão
A ausência do citado acima irmão

Te impulsiona, a antes amiga, mão
As tuas ancoras em cada furacão
Estagnam em meio a toda escuridão
O homem que é meu medo é meu irmão
Em meus e outros vários mares a estendida mão
Ao gosto comum do sangue mesmo em calmaria
É tubarão que em águas brandas insistia, agia...

Nas pedra da costa a espada amiga se afia
O toque que em maresia afaga
Em turbulência tem sabor de adaga
Que o meu convés invade, alaga.
Com minha espada em minha mão
Vou dizer ao mesmo Hermano, ao mesmo irmão
Que também sorriu como no mesmo coração

Sorris com teus lindos dentes mesmo a minha aflição
E olhe,sinta, mesmo apesar de toda minha distinção
O meu sorrir,
De um tubarão.

Vou dizer também a um outro amigo...
Que navegar é preciso a um outro irmão.
Eu bem sei que estamos todos aflitos
Mas apesar de todo mar dessa aflição
Levante antes do romper desta aurora
Grite ao capitão, ao.s mares, ao corsário...
Que navegar, imponho a todos agora!!!
Como sorrir..Como necessário.

Eu tolo, sorrindo, e velejando sigo
Acreditando que talvez o mais digno
Ao homem que em seus mares é seu predador
Que a si mesmo é léguas pior que um tubarão
Ao qual cabe, meio a todo curso...Toda dor
O mas digno então... Da mais profunda solidão

quarta-feira, 28 de março de 2012

A Marreta do Azarão: A Escolinha

A Marreta do Azarão: A Escolinha: O mestre está atrasado. E sem mestre não há aula. Que tal descalabro se dê nos dias atuais, não torna o fato correto, apenas comum, tristeme...

Não Fosse O Cabral - Raul Seixas

Tudo aqui me falta
A taxa é muito alta
Dane-se quem não gostar...

Miséria é supérfluo
O resto é que tá certo
Assovia que é prá disfarçar...

Falta de cultura
Ninguém chega à sua altura
Oh Deus!
Não fosse o Cabral...

Por fora é só filó
Dentro é mulambo só
E o Cristo já não güenta mais
Cheira fecaloma
E canta La Paloma
Deixa meu nariz em paz...

Falta de cultura
Ninguém chega à sua altura
Oh Deus!
Não fosse o Cabral...

E dá-lhe ignorância
Em toda circunstância
Não tenho de que me orgulhar
Nós não temos história
É uma vida sem vitórias
Eu duvido que isso vai mudar...

Falta de cultura
Prá cuspir na estrutura
Falta de cultura
Prá cuspir na estrutura
Falta de cultura
Prá cuspir na estrutura
E que culpa tem Cabral?...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ainda meus primeiros goles de Bokowski

"Intelectual é aquele que diz uma coisa simples de um jeito complicado. Artista é quem diz uma coisa complicada de um jeito simples."

"Que tempos difíceis eram aqueles: ter a vontade e a necessidade de viver, mas não a habilidade."

"Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligavam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual.
Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali."


Logo que ler mais... Posto algo mais concreto.
Por hora...É isso.

Para um amigo.

Não é porque você não é capaz de compreender, de viver, fazer e vivenciar...
Que essa coisa, - momento - ou realidade outra, não pode fazer parte da sua vida. Ser boa e real. E não significa então, que não pode fazer parte da sua realidade.
Deixar de limitar-se ao que aceita de pronto, e tentar além. O além que existe diante dos olhos de todos. Um além oposto ou similar a sua realidade e entendime...nto.
Aflorando os sentimentos, a analisando os fatos, a verdade de que eles mesmo que funcionais e reais, podem não ser faceies para você.
Muitas das coisas que julgamos difíceis, por varias vezes, são o caminho de nossas conquistas.

Já encontrei vários pseudo intelectuais pelo meu caminho, que mostram com prazer as verdades dentro de suas realidades. Tentam sem cessar, exteriorizar estas e enfiar, garganta a baixo no outro.
Quando na verdade, um dos grandes princípios para que se tenha uma intelectualizarão e viver de forma saudável, é o "ouvir" em vários aspectos, e aprender de um modo geral.
Seja qual for a informação. Nesta, não habita perigo ou fator de medo algum. O perigo e o medo são fatores que cabem ao aprendiz. Cabem a utilização desta informação.

Entender que as coisas que acreditamos, nem sempre são como imaginamos. E saber lhe dar com essas verdades. Isso é crescer.
Conseguir, atravessar as realidades outras, e momentos nos quais somos sujeitos pelos sopros da vida, a coisas que não queremos ou nos fazem mal. Isso é superar.
Entender e conseguir ir além do que nós mesmos imaginávamos sermos capazes, mesmo diante de todos os aspectos que nos frustram pelo caminho. Isso é realizar.

Lutar pelo novo, pelo que é diferente... Entender mais... É sempre o que nos parece mais difícil...
É a essência da vida, o superar-se, é o sorrir. É por fim, o objetivo.

Tentar tudo, no que diz respeito a melhorar-se. Significa acrescenta em si, permitir-se mudar para nunca mais limitar-se.
Até porque já dizia Albert Einstein: "A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original"

E eu, que tenho também... Varias e variadas formas de dificuldade, pontos de vista e entendimentos que podem se expandir. Que se encontram em base, e de alguma forma, atrofiados em minha vida.
Espero que todos possamos abrir nossas mentes para novas idéias, assim como as minhas, e as de outros. E que nunca mais voltemos como pessoas, a nosso tamanho original.
Que todos possamos expandir além... Sempre.

Fique na luz.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Meu tributo a Pessoa

É um tanto quanto limitado assim como seu criador, porem... Foi minha forma de dizer como gosto dos escritos dele.


Era o maestro das letras,
E das letras tambem o som.
Ao ver, um olho sequer esita,
A poder admirar o dom da escrita.
Dom nas linhas, dom dos versos...
Era grande mestre de seus universos
Era sensitivel, real como o vento que voa
Também nitido ao sentido como o som que soa

Isso é pouco do que é quando se entoa...
Até hoje as linhas e versos...Que quase são...
Fernando em Pessoa

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Meu sorriso em você.

Tinha um sorriso em mim,
Que não deixava livre ao ar
Que gritava a cada gole.
No desespero a se afogar
Asfixiava na fumaça
De cada trago a inalar
E preso a minha mordaça
Esse sorriso eu não sabia
Que com o tempo quase morria

Hoje,
Tem um sorriso meu que não encontro.
Tenho um sorriso meu
Que não dou a ninguém de pronto.
Que não demonstro em mim.
Que não é de ninguém
Que fica, e vem não sei bem de onde
Mas é nos teus lábios que sei
Esse meu sorriso se esconde

Ao não todo em tudo.

Tudo é relativo e nada é absoluto
Da flor, o espinho... A dor
Da vida,um fio, um luto
Do mundo, seus muros
Da luz o escuro
Do frio... A paixão

Cabe a loucura a toda razão
E a comédia a todo drama
Cabe sorriso a toda lagrima
E lagrima a toda felicidade
Cabe em toda palavra, verdade
E cabe silencio a toda palavra
Cabe espinho a toda flor

E ao poeta... Toda dor

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Falando abobrinha.

Os imbecis, sempre acham que amam...
Os normais, quase nem sabem se amam...
Os anormais, nem sequer sabem se amam...
Os inteligentes, quase lamentam se amam...
Os gênios, de uma forma ou de outra, amam...
... ...
Más a grande diferença, é que quanto mais próximo do ultimo ou do primeiro, menos se vê uma mulher neste amor.