quinta-feira, 31 de maio de 2012
MEUS OITO ANOS
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!
Casimiro de Abreu
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Frases Da Lua - Prototipo
É beleza que se enalta
Em mais uma noite alta
Com produto de boa safra
Em busca da arisca calma
As estrelas se mostram nuas
Como diz na canção: Nas ruas
Resta-me então -Suficiente- a Lua
É tua, é musa de diários, sem dono,
E é dona de me arrancar até sono
Charme astronômico, incerteza crua
Em mais uma noite alta
Com produto de boa safra
Em busca da arisca calma
As estrelas se mostram nuas
Como diz na canção: Nas ruas
Resta-me então -Suficiente- a Lua
É tua, é musa de diários, sem dono,
E é dona de me arrancar até sono
Charme astronômico, incerteza crua
Essa senhora não se entrega a mim
Depois de alguns largos, goles e tragos
É dama, que não se entrega também
Fito a lua e faço mais alguns traços
Alguns mais, dos rabiscos escritos
É tentativa em frustro de ir além
Descritos de sentimentos doridos
Sentidos não por mim -por outrem-
Sentimentos vivos, e mal vividos
Sem limites e sem linhas também
Depois de alguns largos, goles e tragos
É dama, que não se entrega também
Fito a lua e faço mais alguns traços
Alguns mais, dos rabiscos escritos
É tentativa em frustro de ir além
Descritos de sentimentos doridos
Sentidos não por mim -por outrem-
Sentimentos vivos, e mal vividos
Sem limites e sem linhas também
Resta ainda vista uma angustia rítmica
Já da imensidão que os olhos não vêem
Não vejo além; Só, inda vestida e tímida
Descrita nos livros que os homens lêem
Num vestido todo de nuvens ainda nítida
Uma senhora que não se deixa inda intimidar
Que faz do sonhador apaixonado uma vitima
Das próprias fitadas do alterado biológico olhar
Inda a se inspirar... Invejar
O teu brilho dependente
Já da imensidão que os olhos não vêem
Não vejo além; Só, inda vestida e tímida
Descrita nos livros que os homens lêem
Num vestido todo de nuvens ainda nítida
Uma senhora que não se deixa inda intimidar
Que faz do sonhador apaixonado uma vitima
Das próprias fitadas do alterado biológico olhar
Inda a se inspirar... Invejar
O teu brilho dependente
domingo, 20 de maio de 2012
Pecaminosa Persoasão.
Pelos pacos, por papel podre perecível produtor. Produto? Pobre, plebe!
Palácios, pomposas poses pertinentes, pêssegos prostitutas pouca poesia.
Paro posto plenamente, preocupado permaneço perplexo.
Pensantes pendurados pelas pernas por postes presos, pendentes.
Pastores perversos, poderes paralíticos parecendo padecer psiques.
Porções poucas pela paz, potente ponto pró, próximo, puro, presente.
Profundos problemas, povoando paradoxos para piorar percepções.
Portões, portais, países, povos perdidos pelos pontos perceptíveis, plurais.
Pequena posturinha puta, pequinês pegou pelas patas porcos perambulantes.
Punhados puseram-se passivos, perante pesar, podridão plena.
Pessoas presas pelas próprias posturas, pecadoras, pequenas.
Povinho puto.
Minha musa pude ver. Minha fria, máquina de escrever.
Sou quase tudo e nada em mim
Eu sou um simples homem
Muitos também são assim
São muito, pouco e além
Tenho paixões também;
Mulheres,bebida,notas de cem
Surpresas sim, faltam a mim
Mas o inesperado surge assim
Despreparado, desmontado, enfim:
Tive uma charmosa surpresa
Na manhã de poucas certezas
Conectado automaticamente
Uma rede leitora de mentes
A um mundo em potencial
De introversão, do Irreal
Exílio do físico, do digital
Lar totalmente fechado
Bem ou mal... Amado
Fui buscar uma mulher
Que em minha mente
Quase que inconsciente
Essa senhora mal sabia
Que eu já á via como amiga
Na minha frágil fantasia
Uma amante em demasia.
Mas uma amante de quem?
Amante já de outrem.
Milhares quem sabe
Homens dos quais faz-se
Tão ou mais frágil que eu
Inábil quem sabe, como eu
Escritores, mentores,leitores,
Criadores, autores, atores
Desses e de outrem
Seres que viam além.
Monstros e anjos também.
Dos que os olhos e a alma
Sentem e vêem de forma ágil
Tudo que os torneia, nada que interna
O todo e o praticamente nada: Homem inábil.
Que frágil vai tocá-la não como nunca se tocou
Nem tanto ou menos do que aquele que á amou
Mas lhe faço juras sendo essa vil criatura que sou
De pensar ante a ti, tudo aquilo que já se pensou
Viver um amor indiferente, desses que já ouviu
Viver uma amor vil...Desses que já se viu.
Eu sou um simples homem
Muitos também são assim
São muito, pouco e além
Tenho paixões também;
Mulheres,bebida,notas de cem
Surpresas sim, faltam a mim
Mas o inesperado surge assim
Despreparado, desmontado, enfim:
Tive uma charmosa surpresa
Na manhã de poucas certezas
Conectado automaticamente
Uma rede leitora de mentes
A um mundo em potencial
De introversão, do Irreal
Exílio do físico, do digital
Lar totalmente fechado
Bem ou mal... Amado
Fui buscar uma mulher
Que em minha mente
Quase que inconsciente
Essa senhora mal sabia
Que eu já á via como amiga
Na minha frágil fantasia
Uma amante em demasia.
Mas uma amante de quem?
Amante já de outrem.
Milhares quem sabe
Homens dos quais faz-se
Tão ou mais frágil que eu
Inábil quem sabe, como eu
Escritores, mentores,leitores,
Criadores, autores, atores
Desses e de outrem
Seres que viam além.
Monstros e anjos também.
Dos que os olhos e a alma
Sentem e vêem de forma ágil
Tudo que os torneia, nada que interna
O todo e o praticamente nada: Homem inábil.
Que frágil vai tocá-la não como nunca se tocou
Nem tanto ou menos do que aquele que á amou
Mas lhe faço juras sendo essa vil criatura que sou
De pensar ante a ti, tudo aquilo que já se pensou
Viver um amor indiferente, desses que já ouviu
Viver uma amor vil...Desses que já se viu.
Passaros e Concreto
Se vê tua neutra liberdade
E também suave vivacidade
Tua inexpressiva felicidade
É felicidade sem expressão
É dançar no ar que é som
Vida em viver que é tom
Do que penso também ser angustia
Na felicidade á qual antes me refiria
E o que quase não mais se sente
É algo que já falta na gente
Esse teu canto extridente
De dor e de felicidade
Entre muros sobrevivente
Vivente que sutilmente
É insistente na cidade
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Nos olhos... A mão de Deus
Dês de os primórdios
Dês de outros tempos
Dês de amores e ódios
Deus é encarregado dos ventos
Pelos homens que se isentam
Da compreensão do natural
De pensar e libertar,abrir mão
Que chover não é bem nem mau
Culpa? Não é culpa dos seus
Mas não importa, mesmo assim
Não vindo da mão de Deus
Fazem preces aos céus,
em momentos afins
O que se aplica nos tempos modernos
Á homens encontrados, perdidos
Homens eternos, homens de terno
Que dentro da óca com cabeça oca
Ás varias moscas abre a boca
Por onde ensina seus filhos, os mirim
Que mesmo existindo lógica
A fé é só isso, é simples assim
Verdade é ilusão, só questão de ótica
A ignorância é dom, de uma vida ótima
Ensinam a esses seus filhos
Sobre o sol,chuva;Mão de Deus
Até aos índios do exílio, e seus inimigos
Que quando o céu em nuvens fechar
Não se deve pensar,achar...
E sim, somente clamar...
A um criando de qualquer lugar
Que os ventos mudem que sopre o ar
E que a seca venha, a nos abençoar
Dês de outros tempos
Dês de amores e ódios
Deus é encarregado dos ventos
Pelos homens que se isentam
Da compreensão do natural
De pensar e libertar,abrir mão
Que chover não é bem nem mau
Culpa? Não é culpa dos seus
Mas não importa, mesmo assim
Não vindo da mão de Deus
Fazem preces aos céus,
em momentos afins
O que se aplica nos tempos modernos
Á homens encontrados, perdidos
Homens eternos, homens de terno
Que dentro da óca com cabeça oca
Ás varias moscas abre a boca
Por onde ensina seus filhos, os mirim
Que mesmo existindo lógica
A fé é só isso, é simples assim
Verdade é ilusão, só questão de ótica
A ignorância é dom, de uma vida ótima
Ensinam a esses seus filhos
Sobre o sol,chuva;Mão de Deus
Até aos índios do exílio, e seus inimigos
Que quando o céu em nuvens fechar
Não se deve pensar,achar...
E sim, somente clamar...
A um criando de qualquer lugar
Que os ventos mudem que sopre o ar
E que a seca venha, a nos abençoar
domingo, 6 de maio de 2012
O Caderno
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Sofrer também nas provas bimestrais
Junto a você
Serei sempre seu confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer
Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Sofrer também nas provas bimestrais
Junto a você
Serei sempre seu confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer
Só peço a você um favor
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer
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