segunda-feira, 30 de julho de 2012

Terça-feira, ainda ontem.

Os demônios deitaram-se cedo essa noite
Pra se ouvir no silencio o som da foice
Ceifando de pouco a pouco todo o corpo
E o derramando sobre até o topo do copo

A noite vem os tempos vão
Alguns por fins, outros envão
Sempre de meio dia a meia noite
As vontades paradas;Oportunidade foi-se

Comum como dois, três, todos em um
Mas hora! Chega de ceifar por agora
Vamos falar de algo vermelho, vivo
Vamos falar da amora, do que consigo

Por que no que não sou capaz
Eu já me faço até capataz
Que mesmo escapando num zas-traz
Me busco, me venho e levo pra traz

E só pra insistir;E a esperança?
Arranco a chupeta da criança
E no meu constante e amigo caminhar
Nesse passo rápido...
Me venho logo, por vezes ceifar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Fecha teus ouvidos
Abre o coração
Fecha teus olhos
Abre a tua mão
Confiante toca

O meu corpo que te invoca
Nessa falta tua que sufoca
Todos os sentidos de mim
Esgota todo tempo,
E fim.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A Rosa


Quadro:
Bailarina - Vladimir Kush





A brisa de maresia, águas do mar

A fração dos segundos um pensar
A casa como seu recipiente é lar
As luzes e os ventos de todas as manhãs
As flores, as folhas, os frutos e as maçãs
Qualquer alma seja ela doente ou sã
Toda roupa mais bem posta seja seda ou lã
Tudo é melhor,mais nobre se encosta
Se tem contato pelo menos ao vento,brisa que posa
No perfume, na imagem, no toque que seja da Rosa