sábado, 14 de abril de 2012

Meu Mar - Meu Mundo

Já desdobrei oceanos
viajante durante anos
por estes e outros âmagos
repleto de irmãos e hermanos
Uns mais, outros menos humanos

Em vários ares e sentimentos mil
Tracei em meu caminho rota vil
Rotas em mares, incitadas ao cio
Sou ser, que em um dia claro sorriu
Incitando no silencio a doce canção
Em meu caminho o fel de um vão
A ausência do citado acima irmão

Te impulsiona, a antes amiga, mão
As tuas ancoras em cada furacão
Estagnam em meio a toda escuridão
O homem que é meu medo é meu irmão
Em meus e outros vários mares a estendida mão
Ao gosto comum do sangue mesmo em calmaria
É tubarão que em águas brandas insistia, agia...

Nas pedra da costa a espada amiga se afia
O toque que em maresia afaga
Em turbulência tem sabor de adaga
Que o meu convés invade, alaga.
Com minha espada em minha mão
Vou dizer ao mesmo Hermano, ao mesmo irmão
Que também sorriu como no mesmo coração

Sorris com teus lindos dentes mesmo a minha aflição
E olhe,sinta, mesmo apesar de toda minha distinção
O meu sorrir,
De um tubarão.

Vou dizer também a um outro amigo...
Que navegar é preciso a um outro irmão.
Eu bem sei que estamos todos aflitos
Mas apesar de todo mar dessa aflição
Levante antes do romper desta aurora
Grite ao capitão, ao.s mares, ao corsário...
Que navegar, imponho a todos agora!!!
Como sorrir..Como necessário.

Eu tolo, sorrindo, e velejando sigo
Acreditando que talvez o mais digno
Ao homem que em seus mares é seu predador
Que a si mesmo é léguas pior que um tubarão
Ao qual cabe, meio a todo curso...Toda dor
O mas digno então... Da mais profunda solidão

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