Nessa vida na qual encarnado estou
Cultivar sonhos de alma tão pequena
Que talvez sejam tudo o que eu sou
Penso no que vale em cada tema
Causar inda pena a dura chaga
Que segue nesse teatro em cada sena
Ou apedrejar a mão vil que me afaga
Deixar os sonhos de alma tão pequena
Ter o juízo perfeito do certo e errado
Dentro das escolhas, e vários caminhos
Discernir a visão do ruim e bom lado
Neste mundo perfeito coberto de desalinhos
Saber o seu rumo mesmo que sozinho
Talvez a solidão seja a centria,
Caminhar sem quem ande ao seu lado.
A qual tentamos dominar com maestria
Sem ter a tola dádiva de se dizer amado
Nos turbilhões das fraquezas do ser
E ainda assim,cobrindo os olhos poderás ver
Quem te quer bem, ao seu modo de ser
Basta querer enxergar...E viver a dura batalha,
de existir sem questionar,
O que pode valher a pena
dentro da tua alma tão pequena.
Luan Matos

Nenhum comentário:
Postar um comentário